quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Rio que Leva e Traz

Fui pela manhã a uma reunião no Recife Antigo, que nem se realizou como o planejado. Mas não desperdiçamos a manhã. Eu e minha amiga de trabalhos nos sentamos no Delta Café e saboreamos pequenas xícaras doces com um francezinho e um croissant, ao tema das atividades a serem pensadas, elaboradas e executadas.
Depois fomos, obviamente, à Livraria Cultura, às nossas compras livrescas. Eu estava há dias de olho num livrinho para Inaê, que em seus nove meses gosta de provar a todos que vê pela frente. Acabei comprando dois, um com um fantoche de dedo e outro com um mordedor de bolinhas coloridas.
Ao irmos embora, nos despedimos falando do rio. Disse à minha amiga gostar um tanto daquela parte de Recife, principalmente por ter de caminhar sobre a ponte para pegar o ônibus - a impressão, disse-lhe, é que essa passagem leva e traz pensa-sentimentos, algo como uma boa lavada da aura.
Caminhei sobre a ponte, pensando nos livrinhos dela, dela em casa ao chão se arrastando e se dependurando nos móveis. Ao final da ponte, já estava com toda a sua imagem formada em mente, recebendo os livrinhos, analisando-os de cima a baixo, frente e trás, olhando pra mim e dando sua risadinha já tão característica.
Cheguei então ao outro lado, como previa, mais limpa, com um sorriso no coração pela lembrança de sua risada.

Um comentário:

Martha disse...

Novo blog, né? Só de Inaê!
Eu também sempre lembro de Vital, em tudo que faço!
beijo grande