segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ar

Inaê é aventureira. Costuma escalar no meu colo, de um jeito que preciso improvisar em meus braços um equipamento próprio de segurança para os seus esportes radicais. A tia diz que ela está tentando voar, porque pensa que ainda é fada; a avó diz que ela pensa ser passarinho.
Mas suas últimas aventuras mesmo estão nas palavras; balbucia novas sílabas constantemente, elabora, pensa, olha, imita. Vai de mamã, titi, nã, nani (nananinanão), aô (alô), tá, qué, tente (pente) e outras experimentações feitas no calor das circunstâncias. E se ri toda pra estalar a língua em beijinhos. Leve como o Ar de que é feita sua leveza.

5 comentários:

Martha disse...

Essa leitura foi muito poética: "A tia diz que ela está tentando voar, porque pensa que ainda é fada; a avó diz que ela pensa ser passarinho."
beijo grande!

Luciana Pinto disse...

Ei, coisas novas. Descobri "por acaso" , do mesmo jeito que casuais foram nossos encontros.
beijos.
Lu.

Luciana Pinto disse...

Ei, coisas novas. Descobri "por acaso" , do mesmo jeito que casuais foram nossos encontros.
beijos.
Lu.

Rebeca Oliveira Duarte disse...

É, Martha...elas são mais poéticas que eu nessas circunstâncias, porque quando Inaê resolve espoletar em meus braços eu a chamo de cabritinha mesmo, hehehehehe. Beijão pra tu e pro mocinho Vital.

Rebeca Oliveira Duarte disse...

Entonces, Lu, ando a escrever, escrever. Não poderia deixar de homenagear meu grande amor, né? Afinal, fechada uma porta, abrem-se outras mais iluminadas...beijos.