Inaê fez ontem dez meses de nascida. Tão pouco tempo para minha referência balzaquiana; mas no espaço de um a-tempo sentimental, parece toda a vida. Desde que ela nasceu sinto que sempre fui mãe de Inaê. Talvez sim. Ou, quase certeza.
Agora é momento de começar a entender que ela vem precisando de novas dinâmicas. Já não depende mais de meu peito para se alimentar, apenas para o acalanto. O desmame é mais sofrível pra mim do que pra ela, percebo. Fico observando se tenho ainda bastante leite, e na mínima e gradual diminuição sinto um apertozinho no coração. Mas tenho a consciência de que não sou dona da moça, que ela veio pra cumprir sua própria e distinta missão. E que os novos alimentos são também o fortalecimento disso.
Rudolf Steiner ensina, no livrinho bem interessante intitulado "A Educação da Criança segundo a Ciência Espiritual", que até os sete anos a criança ainda está sendo "gerada" no corpo etérico da mãe, e com a mudança de dentição nessa idade é que seu próprio corpo etérico já está formado para se dissociar, qual um parto em um plano fino, do nosso corpo etérico. Não quer dizer, é o que penso, que já não demonstre sua autonomia e individualidade nessa fase: sinto-as tão presentes em Inaê, com esse tão pouquinho tempo de encarnação. Afinal, o espírito já nasce pronto. Só a sua consciência que vem se apresentando com o trabalho nesse plano.
Espero estar cumprindo bem minha missão de mãe, percebendo a hora de mudar junto das mudanças de Inaê.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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4 comentários:
Há outro livro, que li recentemente, que fala dos tres vinculamentos que a criança precisa viver. A mãe, a terra, o mundo. E são setênios também. O livro é "A Criança Mágica". Vou escrever algumas linhas sobre ele lá no blog!
beijos pra mãe de Inaê!;-)
Ah, que indicação ótima! Gostei da história dos vinculamentos e achei lindo o título. Vou procurá-lo, além de dar uma espiada no teu blog! [:)]
Super beijos.
Re, saudades! Linkei este agora... que parece não ter fim... já que já são só 10 meses da nossa pequena Inaê, protagonista desta jornada!
Tá lindo! :)
Já eu, ando particularmente feliz. Acho que temos coisas a brindar.. em breve, no nosso próximo encontro.
Dê notícias.
Beijos.
Pois é, Lu...ao contrário dos outros, esse é um imenso livro que, como o Amor real, não tem mesmo fim.
Saudades também! Mulher, aconteceu tanta coisa nesses três últimos dias! Por isso não lhe dei mais notícias, mas saberás tim-tim por tim-tim.
Beijão
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