sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Dez Meses

Inaê fez ontem dez meses de nascida. Tão pouco tempo para minha referência balzaquiana; mas no espaço de um a-tempo sentimental, parece toda a vida. Desde que ela nasceu sinto que sempre fui mãe de Inaê. Talvez sim. Ou, quase certeza.
Agora é momento de começar a entender que ela vem precisando de novas dinâmicas. Já não depende mais de meu peito para se alimentar, apenas para o acalanto. O desmame é mais sofrível pra mim do que pra ela, percebo. Fico observando se tenho ainda bastante leite, e na mínima e gradual diminuição sinto um apertozinho no coração. Mas tenho a consciência de que não sou dona da moça, que ela veio pra cumprir sua própria e distinta missão. E que os novos alimentos são também o fortalecimento disso.
Rudolf Steiner ensina, no livrinho bem interessante intitulado "A Educação da Criança segundo a Ciência Espiritual", que até os sete anos a criança ainda está sendo "gerada" no corpo etérico da mãe, e com a mudança de dentição nessa idade é que seu próprio corpo etérico já está formado para se dissociar, qual um parto em um plano fino, do nosso corpo etérico. Não quer dizer, é o que penso, que já não demonstre sua autonomia e individualidade nessa fase: sinto-as tão presentes em Inaê, com esse tão pouquinho tempo de encarnação. Afinal, o espírito já nasce pronto. Só a sua consciência que vem se apresentando com o trabalho nesse plano.
Espero estar cumprindo bem minha missão de mãe, percebendo a hora de mudar junto das mudanças de Inaê.

4 comentários:

Martha disse...

Há outro livro, que li recentemente, que fala dos tres vinculamentos que a criança precisa viver. A mãe, a terra, o mundo. E são setênios também. O livro é "A Criança Mágica". Vou escrever algumas linhas sobre ele lá no blog!
beijos pra mãe de Inaê!;-)

Rebeca Oliveira Duarte disse...

Ah, que indicação ótima! Gostei da história dos vinculamentos e achei lindo o título. Vou procurá-lo, além de dar uma espiada no teu blog! [:)]
Super beijos.

Luciana Pinto disse...

Re, saudades! Linkei este agora... que parece não ter fim... já que já são só 10 meses da nossa pequena Inaê, protagonista desta jornada!
Tá lindo! :)

Já eu, ando particularmente feliz. Acho que temos coisas a brindar.. em breve, no nosso próximo encontro.
Dê notícias.
Beijos.

Rebeca Oliveira Duarte disse...

Pois é, Lu...ao contrário dos outros, esse é um imenso livro que, como o Amor real, não tem mesmo fim.
Saudades também! Mulher, aconteceu tanta coisa nesses três últimos dias! Por isso não lhe dei mais notícias, mas saberás tim-tim por tim-tim.
Beijão