Todo dia, quando chega o final do dia, inicio o ritual do sono. Brincamos das cinco às seis junto com os priminhos, e mais ou menos seis e meia dou um banho gostoso na minha flor e lhe ofereço o jantarzinho. Lá pelas sete e meia para oito horas, venho embalá-la na rede da varanda ou na cadeira de balanço no quarto.
Ela, já sabendo que é hora de dormir, se posiciona para mamar e assim fica até pegar no sono.
Dia desses, enquanto mamava, já de olhos fechados deixou a mãozinha quente passeando no meu braço, num carinho que se tornou habitual. Das outras vezes, eu havia lembrado daquele toque, mas não havia associado com o quê; nesse dia, enquanto eu sentia a sua mãozinha firme em minha pele, entendi de onde eu lembrava do carinho: da minha mãe, do meu pai.
É um carinho que se diferencia porque o passeio pela pele é de reconhecimento: é um carinho de quem já conhece o que é o amor, e o está dizendo pelo toque.
É um carinho de quem sabe quem sou em sua vida
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
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2 comentários:
Lindo, Rebeca! Essa experiência é fantástica para uma mãe. Vivida no silêncio, pele a pele, numa sensível e recíproca troca de afeto! Ah! Afeto. Com Amarilis eu tenho vivido algo assim: ela me abraça, olha dentro dos meus olhos e sorri. E diz: abraço, mama! Quando eu boto ela prá dormir na rede, deitada sobre mim, esparramada no meu peito, ela me abraça, me aperta com a sua mão pequenina e ali vai adormecendo, e outro abraço, e depois outro, e... Como você disse, é o reconhecimento de quem sabe quem eu sou para ela. Isso para mim é felicidade. Beijos.
Cristina
Que boa a sua visita, comadre!
Pois num é maravilhoso, amiga?! É uma bênção...
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