Ontem foi o primeiro dia de aula de Inaê. Esperava um milagre: que ela entrasse no portão, virasse pra mim e simplesmente dissesse "vá trabalhar em paz, mamãe, vou ficar bem!".
Mas o milagre não aconteceu. Dessa vez, pelo menos. Seguindo o seu temperamento desconfiado, brincou de areia, de lama, de massinha, de abraçar os coleguinhas...mas sempre de olho em mim, com medo que eu sumisse de vista. Nessa fase de adaptação, pude passar a primeira tarde pertinho dela e das outras crianças que "adotei" na ausência triste da mãe.
Acordei hoje quebrada - parece que fiz uma corrida de obstáculos! - e preocupada. A felicidade da novidade deu lugar ao conhecido temor das mães sobre o momento da "separação"; o medo de que ela se desespere, fique traumatizada, perca a confiança em mim. Inaê, de tão sabida, também acordou hoje grudada em minhas pernas, buscando a minha mão o tempo todo. Com alguma dificuldade, consegui que fosse brincar com os priminhos agora.
Minha menininha vem vivenciar os primeiros desafios do crescimento nesse plano... a ilusão da separatividade e o medo de perder batendo à porta. Não posso, porém, poupá-la disto. Afinal, esse é o grande mistério de nossa humanidade.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
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