domingo, 11 de março de 2012

Campanha para um(a) irmã(o)

Inaê, no período do dia internacional da mulher de 2011, fez um trabalho escolar que precisava de imagens de mulheres. Fui na internet e, claro, peguei imagens de pedreiras, agricultoras e políticas. Ela olhou todas e a que mais lhe chamou atenção, pelos capacetes, foi a das pedreiras. Perguntou o que faziam. Expliquei que construíam casas. Isso a encantou de um modo que desde então ela diz que será pedreira e que construirá a casa da tia Brígida, da avó...mais recentemente, acrescentou ao ofício o trabalho de jardineira também. Pedreira e jardineira.
Bem, mas falo isso tudo porque, apesar da manifesta intenção profissional, o que ela mais adora fazer é arte. Interpreta, dança, canta e desenha maravilhosamente (digo isso não é porque sou mãe não, viu? É verdade!).
Mais recentemente, porém, vejo como ela é uma boa propagadora de ideias; não só as têm brilhantemente (tá, exagerar é parte da função materna), como trabalha por fazê-las convincentes.
Há alguns dias, vem exercitando esse talento na campanha de ter uma irmãzinha ou um irmãozinho, que tá até me convencendo. Algumas de suas frases, ditas nos dois derradeiros dias:
- Mãe, "felicidade é..." (tema de um livrinho dela) ... ter um
irmãozinho menor para brincar.
- Mãe, estou com muita, muita saudade da minha irmãzinha que ainda não
encarnou...
- Mãe, é bom vc ter meu irmãozinho logo, pra ele me conhecer ainda pequena, né?
- Mãe, é bom vc ter meu irmãozinho pra dar tempo dele dançar comigo no
São João...

Faz sentido, né? :)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Alimento para o Espírito

Em 15 de fevereir de 2012...
Ontem, Inaê falou da música "Ai se eu te pego" rindo muito. Eu conversei tranquilamente com ela, explicando, no entendimento dela, de que o que parecia brincadeira era desrespeito. Falei que era um homem faltando com o respeito a uma mulher, procurando explicar minimamente porque eu não quero que ela cante aquilo. Usei a velha expressão, sim: "é feio". Não podemos fazer muito diferente com as crianças que ainda não entendem o conteúdo barato e apelativo daquelas porcarias. Mas acho que expliquei a contento, porque ela arregalou os olhos e disse: "entendi...".
Depois ela me perguntou se aquela "minha mulher não deixa não" era feia também. Eu expliquei que ela não falava de coisas feias, mas era uma música que não alimentava o espírito. Daí eu disse que havia músicas que não deixavam ninguém melhor do que é, não alimentavam a alma, o espírito, nem o coração.
- E que música alimenta o espírito?
- Ah...as músicas de Flavia Wenceslau... de Xangai... Renato Teixeira...
- Então coloca essas pra gente ouvir!
E quando eu ia colocando o cd de Flavia, ela continuou a querer saber:
- O desenho de Ursinho Pooh alimenta o espírito?
- Sim, Ursinho Pooh sempre fala de coisas boas, como a amizade.
Um breve silêncio.
- Mamãe, sorvete e chocolate quente...alimentam...o espírito?!

Cosmovisão

Em 19 de fevereiro de 2012...
"- Mãe, o esqueleto é a farda do espírito, né?"