Estou na cola de Inaê. Anda muito "maluvida", me desafiando, rindo das minhas broncas. Tô precisando sempre explicar os limites dela, e, ao não ser possível a explicação, impô-las. A menininha sabe desse processo, e como boa libriana sabe às vezes virar o jogo, fazendo graça. Foi o que me fez hoje, quando entrou no quarto correndo com ar de traquina prometendo pegar o remédio (floral) para bebê-lo na garrafinha.
Corri atrás já com o dedo em riste, pronta para lembrá-la a dor da desobediência. Risos. A sabidinha, vendo que a rua não tinha saída, vira-se pra mim e mostra o discurso decorado na ponta da língua:
- Ô...eu fico tiste, puquê num quelo dar bonca.
Parei, com o dedo no ar.
- O quê, Inaê?
- Você sabe que num quelo dar bonca em você...mas mamãe gasta dinheiro com remédio, você despediça...joga fola...faz mal...
Comecei a rir.
- Ei, essa fala é minha!
- Eu sou a mamãe Inaê agola. - e vai saindo do quarto repetindo. - Num pode jogar fola...num pode tomá flolal...me obedecê!
E nessa desconversa me deixa rindo, admirada, e tudo passa. Mãe embasbacada.
Parece mentira, não? Mas foi assim mesmo.
domingo, 3 de janeiro de 2010
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