Parece exagero de mãe, mas aos dois meses Inaê já demonstrava precocidade na elaboração dos sons. "Conversava" um tanto, balbuciava sílabas complexas - fazia um trrrrrrrrrr que admirava todo mundo. Exageros à parte, agora, com um ano e meio, minha menininha (ela mesma se chama: me-ni-ni-nha!) fala pelos cotovelos, até parece uma geminiana. Sai repetindo tudo que ouve e busca elaborar frases lá do jeitinho dela.
Na semana passada, enquanto eu estava fora, ela saltou do cercado (desde então aposentado) e levou um baque daqueles que fez todo mundo se aperriar. Foi tanto aperreio que a avó pediu à babá que deixasse pra ela mesma, minha mãe, me contar o que aconteceu. Quem disse? Assim que eu cheguei, foi ela mesma, Inaê, quem me contou.
- Minha flor!, festejei assim que cheguei da rua - Mamãe chegou. Como você tá?
- Aiu (caiu), respondeu.
- Caiu, florzinha? Mas onde?
- Cadado (quadrado, como a babá chama o cercado).
Olhei para a babá buscando entender o que significava cair do cercado. Foi quando a babá me confirmou ter ela saltado de lá e caído.
Apesar do acontecido, fiquei satisfeita, porque ela estava bem, sem machucões e, principalmente, porque ela já sabe contar as coisas. É um grau de autonomia que me deixa mais tranqüila em sair.
Hoje ainda Inaê saiu com uma que deixou mamãe e vovó orgulhosas: quando eu saía da casa de minha mãe, disse pra Inaê que íamos escovar os dentinhos e dormir. Sabem o que Inaê fez? Olhou para a avó, estendeu a mãozinha e disse:
- Fofó...avencha! ("a bênça", como eu digo pra ela pedir a avó sempre antes de dormir).
Não é uma menininha super fofa?
quarta-feira, 22 de abril de 2009
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