sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Da Felicidade

Passada a virose, a sensação ruim de perda sem-sentido e melancolia passou junto. Graças a Deus e ao leitinho (e oração) da mamãe, Inaê se alimentou dos meus soldadinhos internos para resistir à doença que me derrubou por alguns dias e bagunçou minha agenda e casa. Retorno ao lar, esta felicidade interior que me sorri todos os segundos em que olho Inaê passeando pela casa, se apoiando em minhas pernas para se levantar e me dar um abraço gostoso de quem acabou de descobrir um dos mistérios de amar alguém.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Personificação da Tristeza

Nos últimos dias andei enfrentando algumas coisas não muito fáceis. Uma delas foi uma virose chata que me fez secar dois quilos em meio dia - pra se ter uma idéia do que foi. Nada ficava dentro. E um dos sintomas também dessa tal virose é (digo no presente porque ela ainda me deixa alquebrada nesse momento) uma tristezinha, uma certa melancolia que parece comum nessa falta de saúde.
Como não tenho no momento nenhum motivo concreto para ser melancólica - e espero que nunca mais! - personifiquei em Inaê uma coisa sem sentido, uma saudade de quem está presente, uma vontade de ficar agarrada, embora não seja sensato diante da possibilidade de contágio. Ela me olha dengosa e diz "mamã", estendendo os bracinhos, e isso ao invés de me dar alento me dá uma tristeza irracional, de quem teme a perda, a distância, desse ser tão amado.
Não faz sentido. Mas me consola saber que, recuperada, essa tal Tristeza se transformará de novo em uma letra de samba.