sexta-feira, 24 de junho de 2011

Renato Teixeira

Uma noite,alguns dias atrás, Inaê pediu para ouvir Renato Teixeira. Encantada, coloquei pra ouvirmos ontem à noite e hj pela manhã. Quando então lhe disse que um dia nós iríamos juntas a um show dele, em que tiraríamos uma foto, ela me perguntou, impressionada: "ele existe?!".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Boa ideia!

Inaê, ontem:
- Mãe, você compra um caminhão?
- Hum...um caminhão, filha?
- É... (um pouco de silêncio pensativo, e continua)pra colocar o submarino...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Filha de Peixe...

Inaê, ainda agora, pegou uns bloquinhos meus de anotação. Avisei: "Não, Inaê, isso é de mamãe...". Resposta: "Peraí, mãe, vou fazer um relatório!".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dezenove...

Nesses dias, Inaê estava brincando e, enquanto isso, contando até dez. Passou do dez e continuou, demonstrando sua nova habilidade:
- Onze, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove... - parou um pouco, pensou e... - dezedez!
E foi seguindo:
- Dezeonze, dezedoze, dezetreze...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Três anos

Ontem Inaê fez três anos. Dois dias antes de seu aniversário, deixou completamente as fraldas da noite. Já não usava fraldas durante o dia há dois anos, mas eu ainda resisti a retirar para dormir, afinal, ela só veio me deixar dormir uma noite inteira após os dois anos e sete meses de idade. Eu precisava saber, novamente, o que é dormir mais de quatro horas ininterruptas, embora que a qualidade do sono - já havia avisado a minha mãe - promete nunca mais ser a mesma.
Pois então que hoje faz três anos do primeiro grande susto de mãe. Inaê tinha um dia de vida, ainda menos que vinte e quatro horas de nascida; eu havia dado de mamar há poucos instantes, quando ela deu uma golfada grossa que saía pela boca e pelo nariz, não lhe dando espaço pra respirar. Vi, como numa câmera lenta, Inaê ficando roxinha... minha mãe estava perto e começou a chamar por Nossa Senhora, enquanto eu aplicava as técnicas que havia estudado minuciosamente durante a gestação. Ainda bem. Suguei seu nariz e boca, coloquei-a de costas, inclinada, sobre os meus joelhos, e dava tapinhas nas costas. E rezava, claro. Na minha cabeça, eu pensava somente que se ela morresse, eu morreria junto. Poucos instantes, ela chorou, para o meu alívio. Abracei-a e, desde então, agradeço profundamente ao Poder Superior cada instante de vida, saúde e paz que recebemos.
Inaê veio me ensinar, nesta vida, a ter cuidado com quem se ama e por quem somos amadas. Logo em seu primeiro mês de vida, tive recordações espontâneas de uma vida anterior a essa, e tudo que eu posso dizer é que pude compreender porque, ao seu primeiro instante junto a mim nesta vida, tive o sentimento de ter sido "sempre" a mãe de Inaê. Confirmei os pressentimentos, as sensações da pré-gestação; confirmei o sonho, durante a gravidez, que me mostrava como seria o seu rostinho e, principalmente, o brilho de seus olhos.
Inaê traz consigo um mistério de nosso amor que ainda não compreendi. Talvez não tenha de compreender; apenas sentir que aquilo que antes eu procurava exprimir em uma poesia hoje anda por suas próprias pernas, fala pelos cotovelos e aprendeu a perguntar "por quê".
A maternidade (e a paternidade também, obviamente)é a mais declarada manifestação do amor de Deus. É quando ele, esse amor, encarna para nos permitir subir mais um degrau dessa nossa caminhada - se soubermos, porém, receber com responsabilidade essa dádiva divina.
Parabéns, Inaê, meu pequeno grande amor. E grata, grata. Nos seus três aninhos, creio que quem mais cresceu fui eu.

Amanhã...

Há dois dias, Inaê e eu chegamos à porta do elevador. Esperando-o, ela me conta que "amanhã ele quebrou...". Eu explico: "ontem ele quebrou, filha. Ontem. Amanhã é o que ainda vai acontecer". Ela me olha séria, reflete e pergunta: "Amanhã isso vai acontecer de novo, mãe?".

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Boa resposta

Ontem Inaê me pediu leite morno ao acordar. Fiz um copão, dei-lhe, e fui tomar meu café com biscoitos de granola. Ela bebeu, bebeu, deixou dois dedos de leite no copo. Como sabe bem que eu reclamo estragos de comida, justificou: "mãe, olha minha barriga...tá cheiona, ai...". "Não cabe mais nada, né?", entendi, e ela: "É".
Mas então ela viu os biscoitos de granola com cacau, que ela adora, e pediu um. "Mas sua barriga não tá cheiona?", perguntei, "E se tá cheiona então não cabe biscoito".
Sem se demorar na resposta, apontou para as costas e explicou: "Mas tem um lugarzinho aqui...".